8 de março: Mulheres Vivas na Luta Contra a Extrema Direita

Em todo o mundo, mulheres estão promovendo redes de solidariedade, formas de proteção e denúncia de todas as formas de violência, sejam elas domésticas, militares, imperialistas ou fascistas. Mulheres estão construindo formas de resistência em seus territórios contra a pobreza, as guerras, o extrativismo, o colapso climático e a privação de direitos.

Nesse contexto, o Dia Internacional da Mulher será intensificado com as ocupações de ruas e territórios de todo o mundo contra o autoritarismo fascista. Marcharemos inspiradas pelas lutas anti-imperialistas, socialistas, antirracistas, antipatriarcais e ecossocialistas do mundo. Nossas vozes ressoam contra os bilionários e suas corporações transnacionais que exploram cada vez mais o trabalho das mulheres para aumentar seus lucros. Por isso, clamamos que todas as vidas e os bens comuns da natureza valem mais do que os lucros do capital.

Marcharemos:

- Contra o imperialismo estadunidense de Donald Trump, que persegue imigrantes, pessoas negras, mulheres e a população LGBTQIA+ nos Estados Unidos e em todo o mundo;

- Contra o regime igualmente misógino, homofóbico e sanguinário de Putin e sua invasão da Ucrânia;

- Contra o regime brutal do Irã;

- Contra o genocídio do povo palestino perpetrado por Netanyahu e Trump, com a cumplicidade de governos europeus.

-Marcharemos em defesa da América Latina e do Caribe, denunciando o bloqueio criminoso imposto ao povo cubano e a intervenção político-militar na Venezuela. Contra as grandes empresas de tecnologia ( big techs) e o complexo militar-industrial estadunidense que atacam a soberania dos povos ao redor do mundo, controlando plataformas digitais e redes sociais que disseminam ideias de extrema direita, conservadorismo, racismo e misoginia.

- Marcharemos pela justiça reprodutiva, pela descriminalização do aborto, por um aborto seguro, legal e gratuito. Pela libertação dos nossos corpos, pela autodeterminação e pela liberdade de viver nossa orientação sexual e identidade de gênero.

- Marcharemos conscientes da importância da GREVE das mulheres como ferramenta para evidenciar o papel do trabalho produtivo e reprodutivo na sustentação da sociedade e na preservação de todas as formas de vida. Marcharemos pela autodeterminação dos povos, pela paz e pela desmilitarização da vida, e lutaremos contra todas as guerras em curso no mundo.

Nos solidarizamos com as mulheres palestinas, venezuelanas, cubanas, russas, ucranianas, iranianas, curdas, afegãs, sudanesas, congolesas, e com todas as mulheres do mundo que resistem às ocupações e aos conflitos armados. Exigimos paz e o fim das intervenções imperialistas que saqueiam territórios, violam nossos corpos e mantêm os privilégios dos mais ricos.

 Moção aprovada pelo Comitê Internacional da IV Internacional.

25 de fevereiro de 2026.


 

International Committee